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A cerimónia da abertura oficial da campanha de comercialização da castanha de caju/2009 teve lugar no dia 28 de Março, nas Ex-Presidente da República Interino ladeado dos Ministros do Comércio e da Agricultura nas instalações do Centro de Promoção do Caju (CPC) em Bissau, na zona industrial de Brá. A mesma foi presidida por S. Ex., o então Presidente da República interino, Dr. Raimundo Pereira, na presença de vários membros do governo, sendo de destacar o do Comércio e Indústria, quem coordena todo o processo. A referida cerimónia contou ainda com a presença de várias instituições públicas e privadas, directa ou indirectamente ligadas ao sector do caju, bem como das diferentes organizações internacionais sediadas no país.

 

Eis a conclusão retida no Relatório da Campanha de Comercialização e Exportação da Castanha de Caju 2009, elaborado pela Comissão Nacional do Caju e Direcção Geral do Comércio e Concorrência do Ministério do Comércio, Indústria, Turismo e Artesanato.

 

1. A campanha de comercialização da castanha de caju/2009 decorreu num momento em que a conjuntura internacional bem como a conjuntura interna eram desfavoráveis à realização de negócio. A crise financeira mundial directa ou indirectamente acabou por afectar o processo de comercialização da nossa castanha na medida em que esta é destinada, na sua quase totalidade, a exportação. No entanto, os compradores externos, também afectados por esta crise, acabaram por se sentir retraídos em termos de capacidade financeira sendo dominados pelo espírito preventivo em todas as suas acções. Por outro lado, este facto também contribuiu para reduzir a intervenção das instituições financeiras nacionais no processo
2. A crise financeira mundial teve um impacto negativo para a campanha 2009, na medida em que diminuiu as intervenções na campanha das instituições financeiras nacionais com forte reflexo no preço ao produtor e no preço FOB.

3. A crise interna originada pela instabilidade política /militar prejudicaram fortemente as operações de comercialização e exportação da castanha 2009, provocando efeitos de preço baixo ao produtor pela sucessiva interrupção e redução da concorrência junto ao produtor por causa de insegurança.

4. A quantidade da castanha in natura exportada foi a melhor que se conseguiu em toda a história da nossa exportação – 135.707,49 Ton. As Empresas com maior volume de exportação de castanha em 2009 são:

- SOCOBIS, Lda. -------------------------------------------- 9.822,14 Toneladas
- CARSILVA -------------------------------------------------- 9.932,54
- MALAIKA --------------------------------------------------- 9.266,29
- COGEGUI ------------------------------------------------ 11.811,17
- GENERAL TRADING ----------------------------------- 4.249,88
- CHETA GUINE ------------------------------------------ 12.559,34
- GOMES & GOMES ------------------------------------ 10.853,82
- CONSTRUÇÕES LDA ----------------------------------  5.886,51
- ISCON AGRO -------------------------------------------- 4.882,64
- DJABI & DJABI ------------------------------------------- 3.717,90
- SICAP MARCHE ----------------------------------------- 4.826,59
- UCC LDA --------------------------------------------------- 4.267,61
- BRAIMA CANTE ----------------------------------------- 5.195,23
- SK BISSAU --------------------------------------------------- 4.924,18
- SYB ------------------------------------------------------------ 4.110,39 Toneladas.

5. Constatou-se também que no início da campanha, muita castanha saiu pela fronteira terrestre facto que veio a ser atenuado com a colocação dos inspectores que tiveram a preciosa colaboração dos agentes da guarda fronteira. Esta atitude do Ministério do Comércio e Indústria veio a ser muito preponderante contribuindo decisivamente para atingir o nível de exportação da presente campanha (135.707,49 toneladas).

6. A opção do governo em não anunciar o preço de referência ao produtor foi uma medida bem sucedida, pois permitiu ao mercado a se auto regular.

7. Outra das medidas importantes foi o descongestionamento do serviço de báscula, permitindo mais três ao invés de uma só ou seja a da APGB.

8. Outro facto também importante tem a ver com disponibilização atempada dos contentores que permitiu a evacuação da castanha num tempo recorde.

9. No entanto, apesar de todos os constrangimentos havidos pode-se dizer de viva voz que a campanha de comercialização da castanha de caju foi de facto um sucesso.

10. Remoção de barreiras não tarifária e simplificação de procedimentos.

11. Colocação de Agente do Ministério em todos os pontos fronteiriços, concretamente em Farim, Tonhataba, Pirada, Pitche, Buruntuma, Canhamina, Cambadju, Ingoré, Cacheu, Bigene e S. Domingos. Todos equipados com 20 motorizadas adquiridas para o efeito.

12. Reforço de equipa de inspecção com a contratação de jovens a título sazonal para a actividade de inspecção durante a campanha.

13. Autorização, através do despacho nº 0017/GMCI/2009 de 21 de Maio de 2009, para a utilização de três básculas em simultâneo com a da APGB, para facilitar o processo de pesagem da castanha destinada a exportação.

14. Graças ao esforço do Ministério do Comércio e Industria, conseguiu-se mobilizar parte de recursos que era necessária para a realização da campanha.

15. As populações que vivem nas zonas fronteiriças foram penalizadas pela Lei, por serem obrigadas a vender as suas castanhas ao preço baixo internamente quando no outro lado da fronteira poderiam conseguir o dobro. Em algumas zonas, nomeadamente Bigene, por motivo de degradação das infra-estruturas rodoviárias, não havia nenhum comerciante nacional para comprar a castanha. Este facto obrigou a população dessa zona a colocar em risco as suas vidas e os seus produtos, violando a Lei, para vender a castanha na vizinha República do Senegal para a sua sobrevivência.

16. Não foi possível controlar com rigor a saída clandestina da castanha através das pirogas para os países vizinhos.

17. O Decreto-lei nº 3/2005 sobre a comercialização do caju, carece de revisão porque está desfasada da realidade.

18. Não obstante os resultados conseguidos, a CNC continua com dificuldades de cumprir cabalmente a sua missão, por causa das limitações originadas pela falta de autonomia administrativa e financeira.

19. As CNC, não dispõem de meios de transporte e de fonte de financiamento para as suas actividades.

20. Os Serviços da Báscula funcionam com dificuldades, sobretudo pela falta de equipamentos e um orçamento para as suas actividades.

Campanha 2010 (dados provisórios)

Para a campanha de comercialização da castanha de caju 2010, registou-se até princípio do mês de Julho a exportação de cerca de 105.000 toneladas, segundo dados da Comissão Nacional do Caju. Existe um stock de cerca de 17.000 toneladas de castanha nos Armazéns das diferentes Empresas em Bissau, aguardando a exportação.

O preço médio da compra de castanha ao produtor durante a campanha de 2010 é de 282 Francos CFA/Kg, contra uma média de 186 Francos CFA/Kg do ano 2009.

Cerca de 43 Empresas estão envolvidas no processo de exportação da castanha de caju em 2010, contra 37 do ano 2009.

Actualizado em (Terça, 15 Fevereiro 2011 14:41)